BULLYING:Quando ir ao colégio e um sofrimento!

Ja sofri Bullying durante muitos anos no colégio…ja fui chamada de Macaca,Olivia Palito,Cabelo de Macarrão,Perna de Saracura,
Benedita assim como os meus colegas de ratos,baleia,quatro olhos…ate de girafa e juba de leão ja fui chamada…
Quando morei em Minas gerais ate Agressões eram Físicas,Pedradas,Perseguições recebia diariamente na escola!
A Diretora nem dava advertência e nem relatava os casos as famílias perante o quanto era rotineiro aqueles ataques!
 Quando cursei o segundo Grau na FATEC fazia parte do grupo dos excluídos!!
La tinham amigas que eram lésbicas,amigos com dificuldades de aprendizagem,nordestinos,gente humilde que não tinha dinheiro pra se vestir direitinho ou sempre vinha com um cheiro forte de suor de casa,menino tímido,gente gordinha,etc..!
Tenho na mente o nome de todos e ainda tenho contatos com alguns…Sempre soube que não vivia essa situação sozinha e que o problema não era somente o fato de ser negra!
Uma a cada cinco crianças brasileiras sofre algum tipo de constrangimento no ambiente escolar… Agredidos e Agressores estão em sua maioria na adolescência entre 11 e 15 anos. Mas a ação é verificada com menor frequência entre crianças de 6 e 7 anos.
De acordo especialistas, tirar sarro ou fazer chacota com amigos da mesma idade são atitudes naturais, mas apenas até um determinado momento. Quando a brincadeira provoca humilhação ou menosprezo está configurada a prática de bullying, termo em inglês para um fenômeno que passou a ser pesquisado recentemente.
O bullying faz parte do dia-dia de estudantes de todas as classes sociais e é definido por uma série de ações intencionais e repetitivas cometidas contra um colega. O objetivo do autor é causar dor, medo e sofrimento, além de assegurar poder dentro de um determinado grupo.
A série de reportagens “Ação sem Reação” vai ao ar pela Rádio Bandeirantes ao longo desta semana, quando muitas escolas iniciam o ano letivo. Na 1ª reportagem, vítimas de bullying contam os traumas que ficaram depois de serem assediadasUm ou mais alunos xingam, agridem fisicamente ou isolam um colega, além de colocar apelidos grosseiros. Esse tipo de perseguição intencional definitivamente não pode ser encarado só como uma brincadeira natural da faixa etária ou como algo banal, a ser ignorado pelo professor. É muito mais sério do que parece. Trata-se de bullying. A situação se torna ainda mais grave quando o alvo é uma criança ou um jovem com algum tipo de deficiência – que nem sempre têm habilidade física ou emocional para lidar com as agressões.
Tais atitudes costumam ser impulsionadas pela falta de conhecimento sobre as deficiências, sejam elas físicas ou intelectuais, e, em boa parte, pelo preconceito trazido de casa. Em pesquisa recente sobre o tema, realizada com 18 mil estudantes, professores, funcionários e pais, em 501 escolas em todo o Brasil, a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) constatou que 96,5% dos entrevistados admitem o preconceito contra pessoas com deficiência. Colocar em prática ações pedagógicas inclusivas para reverter essa estatística e minar comportamentos violentos e intolerantes é responsabilidade de toda a escola.

Conversar abertamente sobre a deficiência derruba barreirasQuando a professora Maria de Lourdes Neves da Silva, da EMEF Professora Eliza Rachel Macedo de Souza, na capital paulista, recebeu Gabriel**, a reação dos colegas da 1ª série foi excluir o menino – na época com 9 anos de idade – do convívio com a turma. “A fisionomia dele assustava as crianças. Resolvi explicar que o Gabriel sofreu má-formação ainda na barriga da mãe. Falamos sobre isso numa roda de conversa com todos (leia no quadro abaixo outros encaminhamentos para o problema). Eles ficaram curiosos e fizeram perguntas ao colega sobre o cotidiano dele. Depois de tudo esclarecido, os pequenos deixaram de sentir medo”, conta. Hoje, com 13 anos, Gabriel continua na escola e estuda na turma da professora Maria do Carmo Fernandes da Silva, que recebe capacitação do Centro de Formação e Acompanhamento à Inclusão (Cefai), da Secretaria Municipal de Educação de São Paulo, e está sempre discutindo a questão com os demais educadores. “A exclusão é uma forma de bullying e deve ser combatida com o trabalho de toda a equipe”, afirma. De fato, um bom trabalho para reverter situações de violência passa pela abordagem clara e direta do que é a deficiência. De acordo com a psicóloga Sônia Casarin, diretora do S.O.S. Down – Serviço de Orientação sobre Síndrome de Down, em São Paulo, é normal os alunos reagirem negativamente diante de uma situação desconhecida. Cabe ao professor estabelecer limites para essas reações e buscar erradicá-las não pela imposição, mas por meio da conscientização e do esclarecimento.
Não se trata de estabelecer vítimas e culpados quando o assunto é o bullying. Isso só reforça uma situação polarizada e não ajuda em nada a resolução dos conflitos. Melhor do que apenas culpar um aluno e vitimizar o outro é desatar os nós da tensão por meio do diálogo. Esse, aliás, deve extrapolar os limites da sala de aula, pois a violência moral nem sempre fica restrita a ela. O Anexo Eustáquio Júnio Matosinhos, ligado à EM Newton Amaral Franco, em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte, encontrou no diálogo coletivo a solução para uma situação provocada por pais de alunos. Este ano, a escola recebeu uma criança de 4 anos com deficiência intelectual e os pais dos coleguinhas de turma foram até a Secretaria de Educação pedir que o menino fosse transferido. A vice-diretora, Leila Dóris Pires, conta que a solução foi fazer uma reunião com todos eles. “Convidamos o diretor de inclusão da secretaria e um ativista social cadeirante para discutir a questão com esses pais. Muitos nem sabiam o que era esse conceito. A atitude deles foi motivada por total falta de informação e, depois da reunião, a postura mudou.”

Bullying é uma situação que se caracteriza por agressões intencionais, verbais ou físicas, feitas de maneira repetitiva, por um ou mais alunos contra um ou mais colegas. O termo bullying tem origem na palavra inglesa bully, que significa valentão, brigão. Mesmo sem uma denominação em português, é entendido como ameaça, tirania, opressão, intimidação, humilhação e maltrato.Segundo a especialista, o bullying pode ocorrer em qualquer contexto social, como escolas, universidades, famílias, vizinhança e locais de trabalho. O que, à primeira vista, pode parecer um simples apelido inofensivo pode afetar emocional e fisicamente o alvo da ofensa. Além de um possível isolamento ou queda do rendimento escolar, crianças e adolescentes que passam por humilhações racistas, difamatórias ou separatistas podem apresentar doenças psicossomáticas e sofrer de algum tipo de trauma que influencie traços da personalidade. Em alguns casos extremos, o bullying chega a afetar o estado emocional do jovem de tal maneira que ele opte por soluções trágicas, como o suicídio.

Em vídeo, atirador de Realengo explica motivos para ataque

 Leia trechos do que Wellington diz no vídeo.

“A luta pela qual muitos irmãos no passado morreram, e eu morrerei, não é exclusivamente pelo que é conhecido como bullying. A nossa luta é contra pessoas cruéis, covardes, que se aproveitam da bondade, da inocência, da fraqueza de pessoas incapazes de se defenderem.

Os irmãos observaram que eu raspei a barba. Foi necessário, porque eu já estava planejando ir ao local para estudar, ver uma forma de infiltração. Eu já tinha ido antes, há muitos meses. Eu fui. Eu ainda não usava barba. Eu fui para dar uma analisada.

Hoje é terça-feira. Eu fui ontem, segunda-feira (à escola). Hoje é terça, dia 5. E essa foi uma tática para não despertar atenção.

Apesar de eu ser sozinho, não ter uma família praticamente, né? Eu vivo sozinho, não tenho pessoas para dar satisfação. Eu precisava ir no local (sic) e interagir com pessoas. Para não chamar atenção, eu decidi raspar a barba.”

Professora Leila – Se eu ficasse ali eu não ia ajudar em nada. Eu ia acabar talvez ou levando um tiro ou vendo ele matar. Eu não ia poder desarmá-lo. Não ia poder fazer nada. Então eu só pensava isso, eu tenho que salvar essas crianças. E as que estavam perto de mim, eu puxava e eu descia, era só isso que eu conseguia pensar. Foi horrível, foi muito ruim, foi muito triste. Eu adoro o que eu faço. Eu sou professora, porque eu quero. E essas crianças, elas são minhas alunas desde a quinta série, antiga quinta série, atual sexto ano. Eu conheço pelo nome, eu conheço, de muitos, o pai, mãe. Eu tô vendo essas crianças crescendo, passando de crianças pra adolescência. Tem um menino que está no hospital, o Edson (chora). Eu digo assim pra ele. Eu digo pra ele que ele é o preto mais bonito do Brasil, que ele é lindo. E os outros que morreram também foram meus alunos. Milena é inteligentíssima. Ela tinha uma característica muito engraçada, que ela falava assim: ‘não, professora, não quero a minha prova, não. Porque eu sei que eu tirei zero’. Ela só tirava dez. A Ana Carolina era uma espoleta, era, assim, uma graça, mas uma espoleta. A Larissa Martins, por exemplo, era uma das meninas mais alegres que eu já vi na minha vida. Lembro do Igor. Sabe aquela pessoa que sorri com os olhos? O Igor sorri com os olhos.

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Esta entrada foi publicada em dezembro 16, 2010 às 11:08 am e está arquivada sob escola, Massacre na escola no R.J, realengo Building, ser diferente e normal, ser gay no colegio, ser gorda no colegio, ser nordestino no colegio, ser visto como diferente, Wellington Menezes. Guarde o link permanente. Seguir quaisquer comentários aqui com o feed RSS para este post.

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