A Escravidao Brasileira nos Esteios do Passado Comum!

Aliás, essa onda de dizermos “afro-brasileiros” já passa recibo de muita coisa. Parece mais ou menos óbvio que a questão étnica precisa ser discutida com empenho, urgência e consequências práticas. Porém não copiando o modelo Norte-Americano. Não há algo que sequer passe perto de uma história comum no caso dos dois países mais populosos das Américas. Se houve escravidão em ambos, e os algodoais do Deep South semelham os canaviais do Nordeste, as dissemelhanças são imensamente mais sutis e complexas.
Em dias recentes, eles se regozijam da eleição de um presidente mestiço. Mas praticamente todos os nossos presidentes – à possível exceção de Geisel – eram mestiços. Aprendizados culturais não são imposições. Há boas sugestões recíprocas a se Apreender. Não se pode, no entanto, “copiar” modelos de proceder É preciso criá-los!
Estados Unidos 1863
Entra em vigor nos Estados Unidos, em 1° de janeiro de 1863, o Ato de Emancipação assinado pelo presidente Abraham Lincoln. O ponto central da lei foi a libertação de cerca de 4 milhões de escravos negros.

“Não haverá tranqüilidade nem sossego na América enquanto o negro não tiver garantidos os seus direitos de cidadão… Enquanto não chegar o radiante dia da justiça… A luta dos negros por liberdade e igualdade de direitos ainda está longe do fim”, declarou Martin Luther King na lendária marcha pelos direitos civis rumo a Washington em 1963.

Atenção as datas!! Martin Luther King em 1963 ainda lutava pelos direitos da liberdade dos negros!!!

Essa era a situação nos Estados Unidos 100 anos após a abolição da escravatura através da chamada Emancipation Proclamation, promulgada a 1° de janeiro de 1863 pelo presidente Abraham Lincoln. 

4 milhões de negros ainda tiveram de esperar até Dezembro de 1865, quando o Congresso proibiu oficialmente a escravidão nos Estados Unidos através da 13ª Emenda Constitucional.
Desde o início da colonização, em 1619, quando os primeiros escravos chegaram a Jamestown, os problemas da escravidão e a luta pela libertação dos negros marcaram a história dos EUA e, muitas vezes, dividiram a nação.
Às vésperas da Guerra da Secessão (1861–1865), 8 milhões de brancos e 4 milhões de negros (cerca de 500 mil livres) viviam no Sul dos EUA. A estrutura agrária servia de argumento para se afirmar a necessidade da escravidão na região. A discriminação racial era justificada pela crença na suposta desigualdade entre os seres humanos


BRASIL

Neto de escrava, Rebouças era negro, o que lhe proporcionou uma amarga experiência durante visita aos Estados Unidos em 1873.  

Os hotéis de Nova York não quiseram hospedá-lo, e ele acabou sendo salvo por um amigo, que lhe conseguiu um quarto nos fundos de um pequeno hotel da cidade. Além de mal acomodado e de não poder entrar pela porta principal, o engenheiro era obrigado a fazer a refeição dentro do quarto – o refeitório do estabelecimento era só para brancos. Também passou fome, pois os restaurantes daquela época não serviam negros!Como era Acostumado a jantar no palácio com a família imperial, rebouças sentiu na pele a segregação racial, e, não à toa, foi um dos líderes da campanha pela abolição da escravidão no país
“Naquela década o negro Brasileiro ao contrario dos Americanos já viviam em sociedade…mesmo em funções típicas nas fotos abaixo ou  em casos de prestigio como do engenheiro André Rebouças!
 fonte pesquisa:http://educacao.uol.com.br/biografias/ult1789u684.jhtm

 Brasil 1888:

Escravos Brasileiros do Século XIX

Princesa Isabel sancionou a Lei Áurea que aboliu oficialmente o trabalho escravo no Brasil.A Lei Áurea, sancionada pela princesa Isabel a 13 de maio de 1888, foi o resultado de uma batalha legislativa iniciada na década de 1870. Isabel enfrentou a resistência dos representantes dos proprietários de escravos para levar o projeto de lei à votação. “Vossa Alteza libertou uma raça, mas perdeu o trono”, disse-lhe um parlamentar, após a aprovação da lei

“retratos de corpo inteiro”, são aqueles nos quais vemos as fotos dos negros que viviam no Brasil executando os mais diferentes ofícios, típicos dos escravos de ganho: vendedores de frutas, barbeiros, amoladores de facas, entre outros.  

O cotidiano dos escravos da cidade do Rio de Janeiro, nas décadas de 1860 e 1870, foi documentado pelo fotógrafo José Christiano de Freitas Henriques Júnior, ou simplesmente Christiano Jr., como assinava seus trabalhos. É interessante notar, na foto, o contraste entre o traje do barbeiro e seus pés descalços 


Pelo Telefone, vídeo com apresentação e Donga, Pixinguinha, Hebe Camargo e Chico Buarque. 1966, TV Record. Pelo telefone foi a primeira música gravada a sair com a nomeação de samba, em 1917

Pelo Telefone é considerado o primeiro samba a ser gravado na Brasil segundo os registros da Biblioteca Nacional. O samba de Ernesto Joaquim Maria dos Santos (Donga) e Mauro de Almeida foi registrado em 27 de novembro de 1916 como sendo de autoria de Donga.
Composição famosa e controversa, que por ter sido o primeiro samba gravado na história musical do Brasil, e por ter sido concebido em uma casa famosa, daqueles tempos, a casa da Tia Ciata, freqüentada por grandes músicos da época, alem de Donga, Mauro Almeida, João Baiana, Caninha, Sinhô e Pixinguinha. Por ter sido um grande sucesso e devido ao fato de ter nascido em uma roda de samba, de improvisações e criações conjuntas, vários foram os que reivindicaram a autoria da composição

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Esta entrada foi publicada em dezembro 22, 2010 às 1:31 am e está arquivada sob afrodescedente, andre rebouças, escravidao americana, mulsumanos africanos, nao sou africana, pixinquinha, raça brasil, revolta dos males. Guarde o link permanente. Seguir quaisquer comentários aqui com o feed RSS para este post.

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